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Professor da UFV registra patente de nova ferramenta para diagnóstico de câncer de próstata

24 ABR 2020 - 00H00 | ATUALIZADA EM 24 ABR 2020 - 15H32

O professor da área de Química Analítica da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Frederico Garcia Pinto, registrou a patente de uma nova ferramenta para diagnóstico do câncer de próstata com a utilização apenas da urina do paciente.

A patente foi registtada em parceria com pesquisadores do College of Medicine da University of Florida/Gainesville no Estados Unidos.
A invenção, denominada Segmented flow Mass Spectrometry for Rapid biomarker Screening of Prostate cancer and its disease progression, traz uma promissora ferramenta a ser utilizada em análise clínica para o diagnóstico e monitoramento da progressão do câncer de próstata.

Ela foi desenvolvida no Laboratório de Metabolômica, do professor Timothy J Garrett, do Department of Pathology, Immunology and Laboratory Medicine.

De acordo com Frederico Garcia Pinto, o câncer de próstata é o câncer mais comumente diagnosticado entre os homens norte-americanos.

Já no Brasil, ele é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

Segundo o professor, o exame de sangue do antígeno prostático específico (PSA), que é utilizado hoje em dia, tem baixa especificidade, apresentando uma alta taxa de falsos positivos ou falsos negativos.

A ferramenta desenvolvida por Frederico com os pesquisadores norte-americanos, por sua vez, utiliza um fluxo segmentado acoplado à espectrometria de massas de alta resolução (SF-HRMS) para a detecção de metabólitos na urina.

A invenção é baseada na espectrometria de massas em larga escala, técnica analítica para detectar e identificar moléculas de interesse por meio da medição da sua massa e da caracterização de sua estrutura química, tendo vantagem de ser uma amostragem não invasiva, utilizando urina.

Frederico Garcia ressaltou ainda que, pela urina, é possível rastrear a dinâmica evolutiva e a heterogeneidade dos tumores e detectar a emergência muito precoce da resistência à terapia, doença residual e recorrência.

Com todas as suas vantagens, a expectativa é que a tecnologia produzida na patente possa ser utilizada futuramente pelos médicos como uma ferramenta para o diagnóstico do câncer de próstata em substituição aos exames tradicionais.

Fonte: G1