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Novas fronteiras na medicina: a cura de doenças através da terapia gênica

04 ABR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 02 ABR 2019 - 15H37

A identificação de novos alvos moleculares relacionados às doenças genéticas e consequente busca por novos tratamentos sempre foram motivos de atenção pela comunidade médica e científica. Nesse contexto, a utilização de ferramentas na área de genômica funcional tende a crescer num futuro bem próximo, aumentando a estimativa de sobrevida e melhorando a qualidade de vida de uma parcela significativa da população mundial.

Em 2017, o FDA aprovou pela primeira vez a utilização de um tratamento baseado em engenharia genética, conhecido como CAR-T. Esse tipo de terapia permite a reprogramação de genes de células do sistema imune, tornando-as mais permissivas à identificação e combate às células tumorais presentes em leucemias, linfomas e mieloma múltiplos (Chu et al, 2018). Esse tipo de terapia pode ser considerado apenas a ponta do iceberg de uma série de abordagens que já estão em estágios avançados em laboratórios de pesquisa básica e centros de ensaios clínicos.

As primeiras evidências de que seria possível agir nos ácidos nucleicos, evitando assim a formação de proteínas defeituosas e consequente desenvolvimento de doenças, vieram através dos estudos de Fire e Mello. Os dois pesquisadores, laureados com o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2006, demonstraram que com o uso de um pequeno fragmento de RNA de dupla fita, seria possível promover a degradação de RNAs específicos para os mais variados alvos (Fire et al., 1997). À essa nova técnica foi-se dado o nome de RNA de interferência ou RNAi e dentro dessa categoria incluem-se o siRNA ou shRNA (Tam et al., 2017). Em ambos os casos, seja com a inserção de uma sequência sintética ou através da transfecção de vetores plasmidiais ou lentivirais, há uma redução da expressão de um RNA mensageiro pré-determinado (um fenômeno conhecido como knock down).

Com o avanço das pesquisas na área de genômica funcional veio o uso de técnicas com ação direta no DNA. Apesar de haverem algumas possibilidades nesse sentido, a técnica que mais gerou atenção e conquistou a comunidade científica foi o CRISPR. De forma resumida, essa técnica utiliza uma enzima (chamada Cas9) que tem capacidade de clivar a dupla fita do DNA, em uma região específica, uma vez direcionada por uma sequência-guia, chamada de guide RNA ou gRNA. Dessa forma, é possível agora não só causar uma mutação em um gene-alvo (gerando um Knock out), mas também fazer edição de regiões específicas no DNA (Knock in), possibilitando a correção de algumas doenças com origem genética (Khan et al, 2018).

Atualmente, a escolha pelo uso de RNAi ou CRISPR nos projetos de pesquisa é definida de acordo com a necessidade de cada pesquisador. Muitas vezes há o interesse em verificar o papel de determinado gene em um processo biológico e a técnica de CRISPR é a melhor opção. Em outros casos, o interesse é avaliar como a supressão dos níveis de RNA mensageiro podem interferir no desencadeamento de determinadas doenças e assim o RNAi passa a ser a melhor abordagem.

A Merck tem a solução completa para a linha de genômica funcional, dentro do portfólio da linha de produtos da Sigma. Oferece as opções de siRNA (no formato sintético) e shRNA (oferecidos em estoque bacteriano, como DNA plasmidial ou no formato lentiviral). As sequências-alvo de siRNA e shRNA foram obtidas a partir de um consórcio internacional, formado por grandes laboratórios e que contou com a presença da equipe de pesquisa e desenvolvimento da Sigma – o consórcio Mission, garantindo assim confiabilidade e qualidade aos produtos oferecidos.

Além disso, para a técnica do CRISPR, há também opções nos mais diferentes formatos: plasmidial, lentiviral, RNA e o inovador formato sintético (nessa última opção, fornece o gRNA e a enzima Cas9 prontos para uso). O pesquisador que pretende trabalhar com CRISPR tem à disposição nos formatos citados anteriormente vários clones de gRNA já pré-desenhados. Porém, caso haja alguma necessidade especial ou se o usuário dessa técnica não encontrar uma opção pré-desenhada, a empresa oferece também a possibilidade de customização de clones para qualquer alvo específico.

Dessa forma, a Merck, cada vez mais, procura estabelecer parcerias com os mais diferentes grupos de pesquisa, estimulando a geração de conhecimento que se tornará a base científica para, num futuro próximo, ser convertida em novas terapias para as mais diferentes doenças. O compromisso com a oferta de produtos de qualidade, a constante busca por plataformas inovadoras e a possibilidade de um portfólio completo para todo processo tornam a Merck uma referência na área de genômica funcional.

Fonte: Labnetwork