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Autismo pode ser diagnosticado através de exame genético

02 ABR 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 02 ABR 2019 - 15H08

Dois de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, que foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem como objetivo conscientizar a população sobre o transtorno, que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo e, embora a causa ainda seja desconhecida, estudos apontam para a existência de um forte componente genético que atua na determinação da condição.

Cinco a cada mil crianças convivem com Transtornos do Espectro Autista (TEA). A maioria dos casos é visto no sexo masculino. A manifestação dos sintomas nos casos clássicos ocorre antes dos três anos de idade e persiste durante a vida adulta. É comum que essas pessoas apresentem limitação de comunicação verbal, redução da capacidade de interação social e um padrão de comportamento repetitivo.

Nos casos de autismo, a genética pode ser uma grande aliada no diagnóstico preciso. Com sede no Recife, a Genomika Diagnóstico, realiza o Microarray, um exame capaz de detectar as alterações nos genes que podem estar associados à condição. “O teste permitirá que, a partir de dados personalizados, os pais ganhem tempo e a oportunidade de antecipar o planejamento dos cuidados especiais e o tratamento mais adequado da criança”, destaca João Bosco Oliveira, médico e responsável técnico do laboratório. O exame é realizado a partir de amostra de sangue ou saliva do paciente.

O Microarray é indicado em casos em que existe suspeita de atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, do crescimento, da linguagem, anormalidades congênitas, entre outros. “Ele permite identificar alterações cromossômicas submicroscópicas não balanceadas ao longo de todo o genoma. É capaz de detectar ganhos ou perdas de segmentos cromossômicos, muitas vezes não diagnosticados em outros tipos de exames”, destaca João Bosco.

Além da genética, outros fatores estão associados ao transtorno. “O autismo pode ser causado por uma única alteração genética, por uma combinação delas, ou ainda, por uma associação entre elas e fatores ambientais”, esclarece o médico. Tendo o diagnóstico em mãos, o primeiro passo é a consciência de que ele pode evoluir no futuro. “Com a ajuda de terapias e métodos de facilitação do desenvolvimento global, os autistas se desenvolvem, aprendem e são estimulados a chegar no topo da sua capacidade”, completa João Bosco.

No Brasil, a Lei 12.764, de 27 de dezembro de 2012, institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Entre os direitos assegurados pela legislação estão proteção contra qualquer forma de abuso e exploração, acesso a ações e serviços de saúde, à educação e ao mercado de trabalho.

Fonte: Labnetwork